Dubiedade presidencial

Só mesmo mentecaptos votam num estúpido desse quilate

Bolsonaro é um mentiroso nato. Na campanha declarou-se contra a reeleição, disse alto e bom tom que obrigaria o eleito a trabalhar durante o mandato único, diminuindo o toma lá dá cá. Agora, o vemos fazendo de um tudo para ser reeleito. No entanto, disse expressamente: “Isso começa comigo no governo”…

Desprezou ter base política no Congresso Nacional para – segundo ele – evitar o toma lá dá cá, mas já faz uns 80 dias que convive com o Centrão, e destina vagas e cargos para esse grupo, imagem e corpo do que ele chamava de núcleo da “velha política”, doravante a política de sempre, por isso que conduzida por um hipócrita.Dubiedade presidencial

No embate com Moro, sem dúvida um homem honesto e de pouca retórica, se fez de vítima e inventou faltas inexistentes contra seu ex-ministro e se fez acompanhar, covardemente, de todo o seu ministério – coisas que Hitler e Mussolini costumavam fazer – para dar sua versão do imbróglio e transmitir a falsa ideia de que tinha apoio e Moro não (técnica subliminar).

O jornal O Estado de S.Paulo, de 26/4, nos traz uma análise irretorquível de sua falsidade (A-3). Antes, é preciso dizer que Waldemar da Costa Neto e Roberto Jefferson são interlocutores assíduos de Bolsonaro. Agora passemos ao jornal mais conservador da América Latina: “O governo de Jair Bolsonaro é conduzido sob o signo de Tânatos, o deus da morte na mitologia grega. Dedica-se desde sempre à destruição – primeiro, dos inimigos, reais e imaginários; depois, dos próprios aliados, inclusive ministros que lhe devotavam lealdade; e, afinal, a si mesmo, inviabilizando-se como presidente. É preciso interromper essa escalada antes que Bolsonaro destrua, por fim, o próprio país. A trajetória da presidência de Bolsonaro até aqui é impressionante. No início, constituiu um ministério até razoável, capaz de fazer um bom trabalho em quase todas as áreas, e informou que estabeleceria uma nova forma de relação com o Congresso, sem o velho toma lá dá cá. Um ano e pouco depois, Bolsonaro fez de seu gabinete uma grande barafunda, em que ninguém se entende, e, no Congresso, depois de seguidas derrotas, por se negar ao diálogo, resolveu entabular negociação com partidos e políticos envolvidos em escândalos de corrupção, oferecendo-lhes cargos em troca de votos”.

E não ficamos nisso, o articulista vai além: “Com esse espírito destruidor, trata como intocáveis ministros néscios que se dedicam dia e noite a encontrar comunistas embaixo da cama, enquanto inviabiliza o trabalho dos ministros e assessores que, ao contrário, prezam o cargo que ocupam e têm útil e valiosa colaboração a dar. Bolsonaro substituiu o ministro da Saúde porque este não aceitava desrespeitar as orientações da Organização Mundial da Saúde para enfrentar a pandemia de COVID-19; desmoralizou sua equipe econômica ao resistir às reformas e ao flertar com a irresponsabilidade fiscal; permitiu a fritura da ministra da Agricultura porque esta se queixou dos ataques bolsonaristas à China, principal cliente do agronegócio brasileiro; e agora tudo fez para provocar a saída do ministro da Justiça porque este se recusou a permitir que ele interferisse politicamente no comando da Polícia Federal (PF). Sérgio Moro informou que Bolsonaro lhe disse que queria ter (na chefia da PF) uma pessoa do contato pessoal dele, que ele pudesse colher informações, relatórios de inteligência. Para ilustrar a gravidade do caso, Sérgio Moro, com uma pitada de ironia, deu o seguinte exemplo: ‘Imagine se, durante a Lava-Jato, o presidente (Lula), a presidente Dilma ficasse ligando para a superintendência (da PF) em Curitiba para colher informações sobre as operações em andamento’”.

A história haverá de registrar o que está aí a nos governar como um presidente odiento e sem escrúpulos, com sérias suspeitas de ter sido um esquizofreniforme egoico. Até agora, com inflação baixa desde o primeiro dia do seu mandato, nada fez para impulsionar a economia. Está na esteira de seu prógono Trump, prestes a distribuir dinheiro que vai gerar inflação. Guedes já não aguenta mais. Sairá espontaneamente do governo ou será demitido.

Quanto às propaladas reformas, não fez nem uma sequer. A da Previdência deve-se a Temer e ao Congresso Nacional. A sua administração limitou-se a dar sugestões, a maioria rejeitadas.

Mas o pior de tudo é o seu DIP (departamento de imprensa e propaganda) a copiar o estilo getulista. É uma central de boatos ou como a gíria diz, fake news.

Mas haverá um dia, não sei quando, que a verdade virá à tona, espero que pela última vez, a bem do nosso povo, sempre manipulado e jamais redimido, após as pragas do lulismo e do bolsonarismo.

É um debochado que não se importa com o povo. Esta frase o define à perfeição. Quando quiseram lhe dizer, para atualizá-lo sobre o número de mortes no Brasil respondeu: “Não quero saber, não sou coveiro”.

Só mesmo mentecaptos votam num estúpido desse quilate.

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