Aos da classe média

O Brasil é cheio de recursos, talentos e oportunidades, mas com o custo Bolsonaro a conta não fecha. É Bolsocaro demais!

 

Segundo a pesquisa XP/Ipespe divulgada, 45% dos entrevistados avaliam o governo como ruim ou péssimo, uma alta em relação aos 35% do fim do ano passado. A fatia dos que o consideram ótimo ou bom caiu de 38% para 30%. A pesquisa mostra ainda que 63% dos consultados dizem que a economia está no caminho errado e 61% veem como ruim ou péssima a gestão da pandemia pelo presidente da República. E o pior, Lula o venceria no 2º turno.

Como a expectativa é de que o índice de miséria continue a piorar nos próximos meses, “não será difícil ver” a popularidade de Bolsonaro seguir a trajetória de queda. A inflação elevada tem afetado especialmente os mais pobres, por causa da disparada dos preços de alimentos, que pesam mais na cesta de consumo de quem tem renda mais baixa. No IPCA, a alimentação em domicílio subiu quase 20% nos 12 meses até fevereiro. E não dá sinais de arrefecimento.

“Se as pressões em commodities vão continuar neste ano, será outro período de inflação de alimentos, que se junta a outras pressões que estão aparecendo em outros bens, com o choque cambial e a desestruturação da indústria”, afirma Vale, o condutor da pesquisa. Para ele, o IPCA vai atingir 7,1% no acumulado em 12 meses até maio, fechando o ano em 4,3% – acima, portanto, da meta perseguida pelo Banco Central (BC) neste ano, de 3,75%.

O cenário para o mercado de trabalho também é desfavorável para Bolsonaro. A economia começou o ano patinando, devendo perder mais fôlego ao longo do ano. Vários estados e municípios passaram a adotar medidas mais rigorosas de isolamento social devido ao forte aumento do número de casos e mortes pela COVID-19. Isso vai afetar especialmente o setor de serviços, o maior empregador da economia. A informalidade, porém, cresce, obviamente.

“No tempo que você gastará para ler essa resenha, mais um brasileiro morrerá de COVID, mais 50 ficarão infectados, mais 100 sem vagas nos hospitais” (UTIs). Enquanto isso, Bolsonaro vai negar a pandemia e quem usa máscara, menosprezar prefeitos, cientistas, jornalistas e governadores. Dizer que tudo é frescura e mimimi. Enquanto isso, Lira vai engavetar mais um pedido de impeachment. E Rodrigo Pacheco vai dizer com majestade: “Isso passará!”. E você, o que pensa? O que se passa agora no fundo do seu coração? Perguntar vale. O que está pensando em fazer para acabar com todo esse absurdo antes que tudo vá para o espaço? Vem aí um “auxiliozinho emergencial”, mas não adiantará. A hipocrisia dos seus apoiadores vai aumentar, Bolsonaro, isso é fora de dúvida. São energúmenos. Estava escrevendo quando saiu no rádio números novos. Bolsonaro tem 25% de preferência, mas Lula tem 29%. Precisamos de um candidato de centro já, agora!

Você já sabe o que é o custo Bolsonaro? Ele está na alta do preço da gasolina e está na queda das ações da Petrobras. É a volta da fome do povo e do medo do empresário. O custo Bolsonaro é o caos no país e o vexame no exterior. É ter a moeda que mais se desvalorizou no mundo e a pior gestão da pandemia. O custo Bolsonaro é a fuga dos investidores internacionais. E não dá para culpá-los. Pense bem, você confiaria seu dinheiro com esse “custo Bolsonaro”, ter Damares falando na ONU e Guedes fora da OCDE? Perder a confiança da China por causa do filho do presidente, perder a confiança dos EUA por causa de mentiras do WhatsApp? Alemanha e Noruega por causa do idiota ministro Salles, do Meio Ambiente? O custo Bolsonaro é ver a Amazônia pegar fogo junto com nossos acordos comerciais. É fechar as portas para a União Europeia e virar as costas para o Mercosul. Custo Bolsonaro é perder a Ford para a Argentina. E ver o Amazonas depender do oxigênio da Venezuela. Custo Bolsonaro é ver o Queiroz mais protegido que a indústria nacional. É o prejuízo de esperar por vacina e pagar por cloroquina. O Brasil é cheio de recursos, talentos e oportunidades, mas com o custo Bolsonaro a conta não fecha.

Batata normal de R$ 2 em 2018 para R$ 7 em 2021. Carne de segunda agora a R$ 45 o quilo. Não é caro. É Bolsocaro. Arroz tão caro que é melhor trocar por macarrão. E a gasolina? Eram R$ 2,50 em 2018, hoje você vai pagar R$ 5,80. E o bujão de gás? Já está R$ 100. Isso mesmo, R$ 100 o gás de cozinha. É Bolsocaro demais.

Irá o dólar a R$ 6? Auxílio emergencial? Agora, apenas quatro parcelinhas de R$ 250. Cheques na conta da Michelle? Pelo menos R$ 89 mil. E a mansão do Flávio por R$ 6 milhões, o que dizer? E não se toca no assunto. Aproveite nosso estoque cheio de cloroquina. Vacina contra a COVID? Errado, Bolsonaro metendo a mão no seu bolso e custando caro, muito Bolsocaro!

São textos daqui e dali que juntei para você que não é bobo, mas anda um tanto quanto desavisado ou dedica fé de sertanejo no governo que temos.

Dizem que não sairá se perder em 2022. Vai alegar fraude.

Existem mais coisas nos ares que aviões de carreira! Os militares não darão golpe nenhum, mas o impedirão. Palavra do general Mourão, vice-presidente da República.

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