Em defesa das empreiteiras

Preservemos os grandes grupos empresariais, sem os quais não há futuro econômico para o país

Desde a terceira República (1946), os políticos pedem dinheiro aos empresários para as campanhas eleitorais e o PT organizou, industrialmente, a corrupção, saqueando especialmente as empresas estatais (Petrobras, Correios, Eletrobrás, Nuclebras etc), cimentando o conúbio fatal. Tomo como exemplo a Odebrecht, considerada a melhor empresa de construção da América Latina, 26º lugar mundial na exportação de serviços (Engineering News-Record). Em 1823, o primeiro da família a chegar ao Vale do Itajaí, Santa Catarina, foi Emil, alemão, fugindo das guerras europeias para construir-se em um novo mundo. Virou construtor. Seu neto Emílio, formado no Rio, fundou no Recife, em 1923, uma empresa de construção para atuar no Nordeste. Mas, em 1926, mudou para Salvador a Emílio Odebrecht, a qual sofreu dificuldades devidas a 2ª Guerra Mundial.

Em 1944, Norberto Odebrecht, seu filho, pai do Emílio atual e avô de Marcelo, paga todas as dívidas (de seu pai) e cria a Construtora Norberto Odebrecht. Logo se compromete em grandes projetos de construção na Região Sudeste do Brasil. Em 1979–1980, começa a se expandir internacionalmente e a diversificar negócios. A CBPO se funde com ela, e a Odebrecht S.A. é criada. Entra no mercado dos EUA e torna-se a primeira empresa brasileira a ganhar um contrato do governo americano. Em 2002, a Odebrecht estabelece a Braskem, a maior produtora petroquímica da América Latina. A Tecnologia Empresarial Odebrecht, conhecida como TEO, é a base de todas as ações da organização, em quaisquer dos seus negócios. A Construtora Norberto Odebrecht é, com a Vale, uma das duas multinacionais brasileiras com maior presença na África e no Oriente Médio. Boa parte dos brasileiros que residem nessas regiões do planeta são funcionários da companhia.

Em Angola, a subsidiária Odebrecht Angola é a maior empregadora particular do país. A holding Odebrecht S.A., fundada em 1981, administra a Construtora Norberto Odebrecht S.A., Foz do Brasil (saneamento básico e tratamento de resíduos industriais), Braskem S.A., que é a maior empresa petroquímica da América Latina, a quinta maior do mundo, com exportações para 60 países em todos os continentes. Por receita, a Braskem é a quarta maior das Américas e a 17ª no mundo, Odebrecht Realizações Imobiliárias, a Odebrecht Investimentos em Infraestrutura Ltda. e a Agroindustrial (que atua na produção de açúcar, etanol e energia elétrica, com participação acionária da japonesa Sojitz Corporation). Presta serviços na maioria dos países da América do Sul e Central, nos Estados Unidos, em Angola, em Portugal e no Oriente Médio.

Fazem parte do grupo: Odebrecht Energia e projetos (usinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares); Odebrecht TransPort — atua no setor ferroviário, rodoviário, de transporte urbano, infraestrutura e logística portuária e aeroportuária. É proprietária da SuperVia e Embraport (Empresa Brasileira de Terminais Portuários); Odebrecht Engenharia Industrial — constrói e monta instalações industriais no Brasil e no exterior, atendendo a clientes de diferentes setores; Odebrecht América Latina, Angola e Odebrecht Venezuela — segurança de infraestrutura, imobiliária, industrial, petróleo e gás, petroquímica e alimentos. Odebrecht Óleo e Gás S.A. — produz óleo e gás, opera plataformas e oferece serviços para outras empresas do setor. Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A.— desenvolve empreendimentos residenciais, empresariais, comerciais e de turismo. Odebrecht Defesa e Tecnologia — criada em 2011, provê soluções que contribuem para a autonomia tecnológica brasileira e das Forças Armadas por meio de projetos, tecnologias e produtos de alta complexidade de uso militar e civil.

A empresa, portanto, não cresceu com o PT, que a subjugou para os próprios fins de permanência no poder, ou seja, um governo aliado a plutocratas riquíssimos, a distribuir bolsas e migalhas para o povo, de modo a perpetuar-se no poder, sem falar nos políticos em geral em busca de recursos (corruptores). Empresas não cometem crimes, seus diretores e donos, sim. Devem, é claro, ser punidos tanto quanto os políticos corruptos. As empresas devem ser preservadas, como a Odebrecht, a Mendes Junior (tão prejudicada no Iraque), a OAS, a Andrade Gutierrez, cujas capacitações técnicas são incontestáveis. É preciso pressa nos acordos de leniência. Precisamos criar penas duras para a grande corrupção (25 a 30 anos de prisão). Quem quer viver a la godaça teme o cárcere. A corrupção, não exagero, é a pior desgraça do Brasil. É um crime com mais de 200 milhões de vítimas, brasileiros de todas as classes sociais. Preservemos, porém, os grandes grupos empresariais, sem os quais não há futuro econômico para o país, assim como jamais haverá igualdade social sem educação de qualidade para todos os jovens, prioridade absoluta.

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