As eleições de 2018

Cabe-nos ter esperança. É na economia e no setor privado que está o futuro do Brasil. No lado político, é diminuir o Estado a todo custo e eleger os legislativos possíveis. 

Ano que vem elegeremos presidente, governadores e legisladores. Ao que parece, os partidos serão os mesmos e os candidatos, também (em sua maior parte ,estão hoje no poder). Há o Partido Novo, ético, capitalista, se organizando para galvanizar a decepção do eleitorado. Participo de seus quadros. Mais do que os percentuais de votos que alguns supostos candidatos ostentam nas pesquisas, chama-nos a atenção os percentuais de rejeição, pois, quando se colhe a intenção de votar, ficam excluídas as intenções de voto nulo ou nulificado, de voto em branco e a abstenção. O pesquisador insiste na pergunta de que, se você fosse obrigado a votar em alguém, em quem seria. Às pressas, nome que lhe vem à cabeça é dito pelo eleitor. Nomes conhecidos levam vantagem.

As eleições de 2018Dito isso, vejamos os níveis de rejeição de nomes para a Presidência da República à altura de setembro de 2017, um ano antes do pleito: Temer (93%), Aécio (91%), Renan (84%), Serra (82%), FHC (79%), Dilma (79%), Alckmin (73%), Rodrigo Maia (72%), Lula (66%), Marina (65%), Ciro (63%), Meirelles (62%), Crivella (60%), Bolsonaro (56%), Skaf (55%), Jereissati (55%), Jobim (54%), Dória (52%), Huck (42%). Agora vejam as intenções positivas de voto (o eleitor tem que votar, necessariamente): Huck (44%), Lula (32%), Marina (24%), Bolsonaro (21%), Dória (21%), Dilma (18%), Renan (15%), Alckmin (14%), Ciro (11%), FHC (10%).

Nessa sopa de nomes e números, é possível verificar, levando-se em conta a capacidade de financiamento, que alguns nomes “de centro” se apresentem viáveis. Em que pesem as contradições entre o voto positivo e as rejeições declaradas, segundo penso, os nomes viáveis são: Huck (44%), Dória (19%) e Alckmin (14%). Correndo pela esquerda, inquestionavelmente, temos Lula (32%) e Marina (24%). Concorrendo pela direita declarada, temos Bolsonaro (21%), sem concorrência.

Agora, quem vota em Alckmin não vota em Lula, nem em Bolsonaro, mas pode votar em Dória. De outra parte, observa-se, tirante o PT (10% do eleitorado), que os pesquisados são apartidários e a-ideológicos. O que resolverá a eleição é a pessoa do candidato, suas promessas verdadeiras (e falsas também). O país, pobre de políticos, é miserável de eleitores. A consciência política é zero. Repulsa, em parte há, contra nomes envolvidos em falcatruas, daí a vantagem, nesse quesito, de Bolsonaro (reúne os que querem ética, energia e fechamento da democracia). Dória (jovem, rico, homem de sucesso, boa imagem, empreendedor) e Alckmin (discreto, bom administrador, conciliador, do PSDB histórico).

A pesquisa deixou de fora quem está dentro e trabalhando nos bastidores, capaz de unir o empresariado, centro-esquerda e o centro do espectro político, o senador Álvaro Dias, o nome preferido pelos videntes. Num país sem partidos, de muita indignação e pouca ação, as futuras eleições são ainda um processo de muitas interrogações. Provavelmente, Lula já pela segunda vez condenado por Moro, com a primeira condenação confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, não concorrerá. É duvidosa a adesão em massa do PT a Marina ou Ciro, que já disse ser candidato só na hipótese de Lula não concorrer, e Huck entrou na lista como Pilatos no Credo. O PT vota somente nos seus. Será Haddad o candidato, salvo Tasso Genro, odiado pelo ABC petista e paulista, não há outro viável.

Para lá dos candidatos, o eleitorado deveria se perguntar sobre emprego, como acabar com a sangria da previdência social e sobre o futuro da nação. Temos pela frente anos que exigem crescimento. As eleições de 2018 não resolverão os nossos problemas e podem até agravá-los, a depender do presidente eleito e do seu apoio parlamentar. Por milagre, os estrangeiros acham-nos um novo e promissor país e existe no Brasil um empresariado apto e diverso. Cabe-nos ter esperança. É na economia e no setor privado que está o futuro do Brasil. No lado político, é diminuir o Estado a todo custo e eleger os legislativos possíveis. A Presidência é incógnita.

Mas na atualidade é preciso destacar três fatos. Há um programa de desestatização em curso no governo Temer. Até o presente momento, a começar pelo teto dos gastos, seu governo é um sucesso, economicamente falando. Por fim, qual a razão de o Brasil afundar com Dilma e ressurgir em 2017 com Temer? Sua obstinação em segurar os gastos (teto) e a dívida pública (70% do PIB). O mundo empresarial entendeu-o imediatamente. A sociedade, não! Entretanto, entregará o país muitíssimo melhor do que o recebeu: inflação de 2,5%, mais empregos, juros civilizados (6%) crescendo a 3% (tudo isso em 2 anos de governo). PT, nunca mais. Queremos o Partido Novo. Renovação.

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