A questão política

A renovação política, ética, econômica e, o mais importante, geracional já começou. 

É fato inquestionável que, a partir de 2010, Lula — para fazer a sua suposta dócil sucessora — liberou bilhões em crédito para grupos econômicos ligados ao governo e ao povo já endividado (fartos créditos para a produção e o consumo já fracos). A sucessora aprofundou a “nova matriz econômica” em dezembro de 2011, pois o país estava tecnicamente no liminar de falência múltipla de órgãos (óbito político). Mas a mentira venceu e ela se reelegeu, embora, em coma, sem ter como resolver o a situação em 2015, ano em que o país afundou economicamente, batendo o casco no fundo do lago Paranoá. O Impeachment, portanto, era inevitável e foi com surpresa que a antipática e despótica governanta inepta viu seu mandato evaporar-se no Congresso Nacional. A maioria virou minoria de no máximo 170 votos.

A questão política - artigo de Sacha CalmonEm novembro de 2017, com 17 meses de governo, a perversa recessão foi debelada pela habilidade de Temer e o pulso econômico de Meirelles. Cresceremos 0,90% a 1% este ano e 3% ou mais, em 2018, graças à emenda do teto de gastos, a diminuição do deficit primário em mais de R$ 30 bilhões, juros de 7% ao ano e inflação cadente, a terminar o exercício em 2,7%. A reforma trabalhista fez cair em 90% as demandas grátis dos empregados safados e, se aprovada a reforma previdenciária, agora ou no começo de 2018, o Brasil estará para sempre a salvo da demagogia, do populismo e do socialismo do século 21 (tipo Venezuela).

Aconteceu um segundo milagre econômico em nosso país, mas o desemprego — somos 208 milhões — ainda é de 9,8% da população economicamente ativa (PEA). É de cortar o coração ver os mais pobres sem saber como levar alimento para a casa ou casebre. Os nordestinos sabem, há séculos, lidar com isso, mas no Sudeste a criminalidade tem aumentado muito entre jovens por causa de desemprego e da legislação penal frouxa e leniente. Uma vez presos, os jovens são recrutados pelas organizações criminosas (Comando Vermelho, 1º Comando da Capital, Amigo dos Amigos). Quem são os perdedores? Você, eu, a sociedade civil.

Em meio à confiança restaurada, as classes produtoras voltaram a produzir, reduzindo a capacidade ociosa, comprando maquinário moderno e empregando pessoas, daí o aumento do consumo. Há uma luz clara e liberal no final escuro do túnel doentio em que o PT nos meteu. Contudo, há riscos de retrocesso não tanto por Lula. Ele vai colecionar condenações como corrupto mentiroso, mas pelos nomes postos. Marina, com seu olhar acreano, e Ciro, o parlapatão sertanejo, são claramente esquerdistas e estiveram alinhados ao PT por convicção ou oportunismo, há décadas. Bolsonaro é forte na ordem e autoridade, mas tresloucado e estatista, como os seus chefes na ditadura militar. Ora essa, é preciso diminuir o Estado, fechar estatais ou privatizá-las (as privatizáveis, pois ninguém compra porcarias econômicas). Esses brutamontes não nos servem, sobre ser inculto.

É no centro liberal que devemos nos concentrar. Temos de um lado João Amoedo, candidato do único partido liberal (o Novo), e Alckmim, do PSDB, de centro–esquerda, ou Doria, de centro-direita. O primeiro não é conhecido, embora seja o melhor. O governador de São Paulo é conhecido, mas sem fervor na desestatização e na desburocratização, por ter chegado ao topo no Brasil Velho. A inovação política, veremos em breve com Amoedo e seu partido batizado simplesmente de Novo, para fixar o seu lugar no espectro político. Com dois séculos de atraso (a Monarquia foi um desastre a nos retardar por um século inteiro com D. João VI e Pedro II). Finalmente, teremos um partido novo, tanto no aspecto moral quanto no aspecto político (liberal inteiramente na economia), algo que nunca praticamos como realçado por Gustavo Franco, o chefe da equipe econômica do Novo.

O ano de 2018 é decisivo na história do Brasil. Um novo caminho, enfim, se apresenta aos brasileiros de todas as idades e classes sociais. O que deixa a desejar é a comunicação maciça do seu programa ao eleitorado brasileiro. O capitalismo, a ética e a democracia são inegociáveis. São naturais como a água e o Sol.

É salutar o pluripartidarismo desde que os partidos, como o nome indica, representem partes da sociedade com suas visões programáticas. O que não pode é criar partido para ganhar dinheiro. Nisso o Novo se destaca dos demais. Pertence à sociedade civil organizada e só dela depende financeiramente ao revés de mamar nas tetas do Estado. Só por isso, está a merecer a nossa atenção. A impressão que se tem é de algo novo acontecendo no Brasil. Com o tempo veremos os resultados. A renovação política, ética, econômica e, o mais importante, geracional já começou. O Novo é dos jovens regeneradores em prol da população.

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