A conspiração e a purga

Dias melhores virão, mas é preciso erradicar o PT e o PC do B, ervas daninhas, ou reduzi-los a leguleios, ridículos e ultrapassados, de ideias já superadas no século 21.

O grupo a que pertence a JBS, cuja fortuna muito se deve aos bilhões de reais obtidos nos governos de Lula e Dilma no BNDES, Caixa e BB, também acionistas do conglomerado com percentuais significativos, bem demonstra que a política dos “campeões nacionais” a projetarem-se mundo afora, veio envolta em um sistema de corrupção bem organizado pelo centro máximo do poder político, servindo de senha para os políticos de outras siglas, corrompendo o regime por completo.

A conspiração e a purgaO PT, com a Odebrecht, Eike, e a JBS pretenderam se enriquecer roubando o Brasil, pilhando a coisa pública e nossos impostos. Será para sempre estranho que a PGR não tenha dado publicidade a fato tão significativo, envolvendo as três instituições financeiras controladas pela União Federal. Isso sim é fato gravíssimo, em vez do “é preciso manter isso”, frase solta numa gravação digital sobre a qual paira a pecha de adulteração, de tal modo que a frase pode ser mexida daqui para lá na edição da gravação.

Igualmente estranháveis os editoriais constantes da Globo, no sentido de derrubar o governo Temer (Meirelles negando favores a quem quer que seja), mesmo com a equipe econômica tirando o país da recessão criada pelo PT, com a possibilidade concreta de o país crescer de 3% a 4% já em 2018, ano eleitoral. Quer nos parecer que não lhe interessou o sucesso do governo, nem a condenação dos corruptores confessos, donos da JBS. Aliás, os outros veículos de comunicação chegaram a fazer declaração contra o golpe, servindo de exemplo um editorial da Band, lido pelo Boechat.

Se Temer fosse cassado, a eleição indireta se imporia, como prescreve a Constituição para tal circunstância e um nome de peso como Tasso Jereissati ou Henrique Meirelles se apresentaria desejável à sociedade brasileira (e com o direito de se recandidatar), consolidando o liberalismo e o capitalismo. Estamos familiarizados com a dupla “patrão e empregado”, a liberdade e a livre iniciativa, ao longo da nossa história.

O povo quer crescimento, emprego e progresso. O socialismo e o estatismo são desgraças sociais, defendidas pelo PT e PC do B, partidos já superados pela história. É ver Venezuela, Cuba e Coreia do Norte. Nem a Rússia nem a China quiserem mantê-lo.

As gentes que temos visto nas ruas em constantes arruaças e as indefectíveis bandeiras vermelhas — não se enganem — são os militantes dessas organizações políticas como se deduz da Lava-Jato, em que pesem outros, especialmente do PMDB do Senado e outros grupos comandados pelo esperto Renan Calheiros. Não. Eles representam a si próprios, com suas ideias retrógradas e vencidas. São eles que apregoam “eleições diretas já” para liberar o Lula dos processos e dar o golpe contra a Constituição. Mas para isso seria necessária uma emenda constitucional, cuja tramitação exige duas sessões no Senado e na Câmara dos Deputados e uma forte maioria parlamentar, certo de que a oposição a Temer alcança um terço do Congresso, quando muito. É caminho inviável. Pode dar show de músicas, mas não uma reforma constitucional.

Esse outro caminho acabaria com a Lava Jato e viria a anistia geral, irrestrita e obrigatória para todos os que rapinaram o Brasil. As reformas trabalhista, política e da seguridade social igualmente desaparecem do ideário político. O povo, esse sim, está em casa, no trabalho ou sem trabalho, esperando que passe essa tempestade armada artificialmente. A vantagem é que ninguém mais aguenta ver, ouvir ou ler os veículos da Globo.

Dias melhores virão, mas é preciso erradicar o PT e o PC do B, ervas daninhas, ou reduzi-los a leguleios, ridículos e ultrapassados, de ideias já superadas no século 21, que requer, isto sim, educação de qualidade para ricos e pobres, único caminho para igualar os filhos do Brasil. O “nós” e “eles” do PT, oportunista e falso, pois se uniu aos ricos desonestos para roubar o país, haverá de ser substituído por “nós todos juntos” por dias melhores.

Para purgar a conspirata, há um só caminho, e o general Vilas Boas sabe que é o da Constituição, o que torna os bordões “diretas já” e “fora, Temer” lemas do crime de conspiração contra a República, ainda que recitados por “artistas” desinformados. Reza a Constituição, no art. 81: “Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.

§ 1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei. § 2º Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores”.

Atente-se que, havendo recurso com efeito suspensivo, a vacância ocorre com a decisão que a declarar.

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